terça-feira, 31 de julho de 2007

TUDO DEIXA DE TER SENTIDO QUANDO TER SENTIDO DEIXA DE SER TUDO (Daniel Addor, final dos anos 1980)

Em meio aos estudos para concursos (o que certamente renderá outra postagem), estou lendo O Mundo em uma Frase, de James Geary (http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/1379). Leitura interessante, abordando sobre os aforismos, aquelas frases curtas que condensam determinada idéia. Segundo o autor, para o filósofo Stuart Mill, o bom aforismo segue cinco leis: ser breve, definitivo, pessoal, conter uma guinada e ser filosófico.
Descobri-me, repentinamente, um aforista. Durante breve período de minha adolescência, peguei o que seria uma agenda telefônica e passei a anotar citações, ordenadas alfabeticamente por tema. Entretanto, em visita à Biblioteca Pública, deparei-me com um livro de quotes, cujo volume me seria impossível suplantar. E, iguais a ele, muitos outros me vieram às mãos. Venceu, pois, a facilidade: precisando de alguma frase bombástica, bastava consultar algum exemplar. A agenda, coitada, virou lixo em alguma limpeza nos armários.
Certo dia, porém, cunhei o aforismo do título: tudo deixa de ter sentido quando ter sentido deixa de ser tudo. Modéstia à parte, preenche as tais leis dos aforismos.
Por fim, ouso criar uma nova frase. Se o fim da vida é a morte, as realizações não são o destino, são apenas pontos de parada.

Aceito interpretações...