Em meio aos estudos para concursos (o que certamente renderá outra postagem), estou lendo O Mundo em uma Frase, de James Geary (http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/1379). Leitura interessante, abordando sobre os aforismos, aquelas frases curtas que condensam determinada idéia. Segundo o autor, para o filósofo Stuart Mill, o bom aforismo segue cinco leis: ser breve, definitivo, pessoal, conter uma guinada e ser filosófico.
Descobri-me, repentinamente, um aforista. Durante breve período de minha adolescência, peguei o que seria uma agenda telefônica e passei a anotar citações, ordenadas alfabeticamente por tema. Entretanto, em visita à Biblioteca Pública, deparei-me com um livro de quotes, cujo volume me seria impossível suplantar. E, iguais a ele, muitos outros me vieram às mãos. Venceu, pois, a facilidade: precisando de alguma frase bombástica, bastava consultar algum exemplar. A agenda, coitada, virou lixo em alguma limpeza nos armários.
Certo dia, porém, cunhei o aforismo do título: tudo deixa de ter sentido quando ter sentido deixa de ser tudo. Modéstia à parte, preenche as tais leis dos aforismos.
Por fim, ouso criar uma nova frase. Se o fim da vida é a morte, as realizações não são o destino, são apenas pontos de parada.
Aceito interpretações...
terça-feira, 31 de julho de 2007
Assinar:
Comentários (Atom)